Aumenta a procura de moradias e diminui a de apartamentos. Famílias buscam o espaço e o isolamento que os prédios não têm para enfrentar o confinamento.

Há cada vez mais pessoas a desistirem dos apartamentos e a procurarem casas. A tendência surgiu durante a pandemia, que tem forçado muitas famílias a passarem mais tempo fechadas nos imóveis.

A administrativa Cláudia Dias, que reside com o marido e filha num apartamento T3 nos arredores de Braga, é um exemplo. “Já tínhamos a ideia e o estar confinados aumentou a vontade. Se tivéssemos uma casa com espaço exterior, ao menos as crianças tinham mais liberdade com segurança”, conta, explicando que começaram a analisar o mercado em finais de março e aguardam que passe o Estado de Emergência para poderem realizar visitas presenciais, pois “fotos e vídeos não são suficientes” para tomar decisões.

O confinamento despertou a vontade de ter uma moradia. Agora estão famílias inteiras num espaço relativamente reduzido, que antes só servia para convívio ao fim de semana, porque o teletrabalho e o estudo em casa criou essa necessidade.